Falamos tanto sobre grandes figuras inspiradoras masculinas que por vezes deixamos passar grandes nomes de mulheres que fizeram a diferença na história do nosso país. Por isso, separamos 15 nomes de grandes mulheres brasileiras e seus feitos que fizeram história.

Tarsila do Amaral

Autora da pintura brasileira mais valorizada da história, o Abaporu (que vale mais de US$ 2,5 milhões). Tarsila é uma das principais percursoras da primeira fase do modernismo artístico no Brasil e uma das organizadoras da Semana da Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo.

Maria Quitéria

Considerada a Joana D’Arc brasileira, foi aos campos de guerra para lutar pela independência do país no século XIX. Sendo mulher, teve que se disfarçar de homem para entrar em combate. Foi desmascarada pelo pai mas acabou sendo defendida pelo seu próprio comandante e continuou a lutar.

Lota de Macedo Soares

Uma das mais importantes arquitetas do Rio de Janeiro nos anos 1960, foi responsável pelo ambicioso projeto do Parque do Flamengo, o maior aterro urbano do mundo. Além de tudo, foi essencial para a visibilidade lésbica, já que não escondia sua sexualidade de ninguém.

Chiquinha Gonzaga

A primeira maestra do Brasil e também autora da primeira marchinha de carnaval da história: “Ó Abre Alas”, composta em 1899. Se separou do marido para viver o seu sonho de trabalhar com arte, criou os seus dois filhos sozinha, compôs mais de 2 mil músicas. Além disso, lutou a favor da abolição da escravidão no Brasil. O Dia Nacional da Música Popular Brasileira é comemorado em 17 de outubro, data em que ela nasceu.

Leolinda Daltro

Considerada uma das precursoras do feminismo no Brasil, Leolinda foi uma professora que lutou pela causa indígena e pela autonomia das mulheres no Século XIX. Ela é um dos nomes mais importantes do movimento sufragista no país e foi a principal fundadora do Partido Republicano Feminino, em 1910. Além disso, chegou a separar-se do marido para viajar pelo interior do país em prol da alfabetização laica dos índios.

Nísia Floresta

Autora da primeira obra feminista do Brasil “Direitos das mulheres e injustiça dos homens”, escrito em 1832. Nísia nasceu no Rio Grande do Norte mas viajou o país defendendo a educação das meninas brasileiras, chegou até a fundar alguns colégios.

Hebe Camargo

Rainha da televisão nacional, Hebe esteve ao lado de Assis Chateaubriand no nascimento da Rede Tupi, a primeira emissora brasileira de TV. Comandou o primeiro programa feminino lançado no Brasil, intitulado “O Mundo é das Mulheres”. Trabalhou até o fim da vida e faleceu em 2012, aos 83 anos, por causa de um câncer.

Anita Garibaldi

Um dos principais nomes da Revolução Farroupilha, a guerra pela independência do Rio Grande do Sul. Se tornou heroína de guerra ao conhecer o seu marido, o italiano Giuseppe Garibaldi. Sua raça ao lutar chegava a um ponto em que, mesmo engravidado cinco vezes não diminuiu o ritmo. Anita Garibaldi morreu aos 27 anos, no parto de seu quinto filho.

Zilda Arns

Foi uma pediatra brasileira que foi responsável por diminuir os índices de mortalidade infantil do Brasil ao divulgar a fórmula do soro caseiro. Além disso, Zilda fundou a Pastoral da Criança em 1983 para realizar ações de combate à mortalidade infantil, à desnutrição e à violência. Faleceu em 2010, no terremoto do Haiti.

Maria da Penha

Lutou por 20 anos para ver preso o ex-marido, que tentou matá-la duas vezes. Por causa da demora da Justiça brasileira, a Organização dos Estados Americanos (OEA) puniu o Brasil por negligência à violência doméstica e recomendou a criação de uma lei para o tema, em vigor desde 2006.

Carmen da Silva

Jornalista e escritora, a gaúcha Carmen da Silva levou milhares de leitoras a pensar sobre temas feministas em sua coluna “A arte de ser mulher”, publicada na revista CLAUDIA entre 1963 e 1984.

Bertha Lutz

Planejou um voo num aeroplano onde lançou folhetos defendendo o direito de voto das mulheres sobre o Congresso Nacional, o Palácio do Catete, sede do governo federal no Rio de Janeiro, e sobre os jornais da cidade. Além disso, Bertha atuou internacionalmente, batalhando com as sufragistas nos Estados Unidos e em países latino-americanos.

Zuzu Angel

A estilista mineira Zuzu Angel que foi símbolo da resistência à ditadura no Brasil quando denunciou a tortura e o sumiço de militantes que se opunham aos generais, entre eles Stuart Angel, seu filho. Zuzu morreu em um acidente de carro mal explicado, quando tentava encontrar o corpo de seu filho.

Nise da Silveira

Há muito tempo, os procedimentos para cuidar de quem sofria de transtornos mentais incluíam a retirada de uma parte do cérebro entre outros procedimentos mais invasivos. A psiquiatra alagoana Nise da Silveira negava essas técnicas, ao invés delas usava o desenho e a pintura para que os pacientes se expressassem e retomassem o contato com a realidade. 

Marta Vieira da Silva

Que as mulheres são verdadeiras craques nos campos, ninguém mais duvida disso. Quando a paixão nacional deu mostras de abalo, uma garota de Alagoas apareceu jogando o futebol dos sonhos: Marta Vieira da Silva, da nossa seleção feminina. Em 2015 Marta superou o recorde de Pelé atingindo a marca histórica de 98 gols com a camisa verde-amarela.

Conhecer e reconhecer essas mulheres inspiradoras é essencial para termos cada vez mais consciência de como o protagonismo também, não só pode, como deve ser feminino. Vamos falar mais sobre o assunto? E sobre como é ser mulher no século XXI? Clique aqui e adquira já o seu ingresso para a palestra de Ruth Manus, nossa palestrante exclusiva.

 

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *