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Pós NRF Brasil Varejo: tudo que você precisa saber sobre o evento

Pós NRF Brasil Varejo: tudo que você precisa saber sobre o evento

A Insperiência esteve presente no Pós NRF Brasil Varejo, evento que ocorreu na última sexta-feira (31/01) no Hotel Unique, em São Paulo/SP. Um dos palestrantes foi o Guga Schifino, curador do evento e nosso speaker exclusivo. Nesse post, vamos falar um pouco sobre o que vimos!

A NRF (National Retail Federation) é o maior evento de varejo do mundo e reúne milhares de executivos em NY. A Pós NRF, evento que participamos, conta com uma curadoria que traz as maiores tendências do setor e dicas para adaptá-las à realidade brasileira.

Mariana Carvalho, sócia da Ancar Ivanhoe Shopping Centers, já palestrou na NRF em 2005. Hoje é uma das curadoras do evento. Perguntamos a ela o propósito do evento:

“A intenção quando fazemos a Pós NRF é tentar fazer com que as pessoas viagem. É um evento que a gente realmente quer promover a inspiração para os varejistas do Brasil – no meu caso, são meus parceiros de trabalho. E o objetivo é que a gente ajude a melhorar a qualidade do nosso varejo, inspirar, trazer mais informação… Tem um caráter de provocação. Se você levanta daqui feliz, satisfeito e contente com a manhã que você teve aqui, não tá bom. Você precisa sair desconfortável. Precisa voltar pra casa diferente e cheio de gás.”

O conteúdo do evento foi organizado em 8 takeaways. Vamos falar brevemente sobre cada um deles.

Os 8 takeaways do Pós NRF

1. People Centric

Apresentado por Mariana Carvalho, esse takeaway abordou a humanização no varejo.

Cada vez mais os clientes estão dando prioridade às empresas alinhadas aos seus propósitos. Além disso, as conexões humanas devem – e precisam – ser retomadas. Um dos cases citados é a Starbucks, empresa que prioriza um ambiente propício às conexões e utiliza a tecnologia como um recurso para isso.

Mariana também ressaltou a importância da transparência, da diversidade e inclusão nas empresas e sobre a moda consciente que tem ganhado cada vez mais força. Mostrou, ainda, que agora é o momento de pensar e fazer diferente.

 

2. Age of platform

É preciso saber que estaremos ou seremos plataformas. Em sua abordagem sobre o tema, Guga Schifino levantou os pontos: audiência, comunidade, curadoria e infoxication.

Guga Schifino na Pós NRF Brasil Varejo

Através da tecnologia é possível saber mais sobre o cliente, seu comportamento de consumo e suas necessidades, o que reforça o takeaway anterior: as conexões humanas. De forma tecnológica, é possível retomar a conexão que existia nos anos 50, por exemplo, quando um vendedor sabia exatamente o que cada cliente preferia.

Clique aqui e leia mais sobre o Guga Schifino.

3. Business Model Reinvented

A transformação digital depende da reinvenção dos modelos de negócio. É preciso repensar as operações.

Uma das tendências é: Everything as a service, isto é, todas as coisas como serviço. Um berço, por exemplo, será alugado por um período, para então ser trocado por uma cama quando a criança estiver maior, e assim por diante.

Sobre as novidades que viu, Guga Schifino citou dois cases:

StockX – uma empresa que já vale 1bi e une pessoas que querem vender tênis difíceis de encontrar em outras lojas. A StockX recebe o item, avalia a autenticidade e vende aos interessados no site, ou seja, fatura sem a necessidade de ter um estoque.

Rally RD – essa startup permite que os clientes comprem pequenas parcelas de $50 de itens raros, como carros. Por serem itens que são valorizados ao longo do tempo, o Rally RD é um tipo de investimento alternativo. Se um comprador se oferece a pagar mais que o valor inicial, todos que investiram ganham.

De modo geral, Guga mostra que é preciso olhar para a tecnologia e as oportunidades que ela proporciona, criando soluções integradas em plataformas, por exemplo.

 

4. Retailment

De acordo com dados apresentados no evento, 72% dos clientes compram de forma direcionada. O que fazer para que o cliente queira visitar a loja física?

Vale observar que 75% das vendas começam online, por isso é muito importante ter uma presença forte online, mas sem deixar o ambiente físico de lado. É preciso fazer nas lojas algo que não possa ser replicado online: entretenimento e educação.

Tiago Pessoa de Mello, CEO na DWZ, citou experiências que lojas em NY proporcionam aos clientes e que são capazes de impulsionar as vendas também no e-commerce.

A Nordstrom feminina, com 7 restaurantes e 3 bares, provadores que podem ser reservados por uma hora, entre outros diferenciais; a CAMP, loja infantil voltada às experiências familiares, com atividades e eventos e uma média de 90 minutos de permanência na loja; a SHOWFIELDS, que se intitula “a loja mais interessante do mundo” e faz uma curadoria de outras lojas; entre outras referências interessantes.

 

5. Rent & Resale

Esse takeaway foi um dos temas abordados por Tiago, falando sobre a moda consciente e as empresas que estão permitindo que os clientes tenham seus “closets na nuvem”.

Quanto ao resale, relacionado aos produtos de segunda mão, atende duas necessidades das novas gerações: a atualização do guarda-roupa, com novos looks, e o consumo consciente e sustentável.

 

6. Cooperation & Collaboration

As parcerias entre empresas têm sido cada vez mais uma necessidade. Algumas parcerias importantes firmadas que foram mencionadas no evento:

  • Kohl’s e Amazon
  • PetCo e Just Foods for Dogs
  • Walllgreen e Birchbox
  • Rent the Runway e W Hotels e WeWork

 

7. Communication 2020

Abordada por Denis Santini, CEO no Grupo MD, a comunicação também precisa ser repensada.

Ainda pensando nas experiências proporcionadas nas lojas físicas, o ponto de venda também pode ser utilizado como um canal de mídia, fortalecendo o branding da empresa.

Além disso, Denis frisou a necessidade de resgatar o que funcionou no passado. Muito se fala em inovação, mas a nostalgia permite retomar ideias antigas que deram certo. E, claro, não deixar de monitorar/ouvir os clientes.

 

8. Tech Intensity

Daniel Zanco falou sobre a tecnologia no varejo. Ela é utilizada para: acessar e unir canais, experiência de compra, marketing e relacionamento, operação e gestão. Tudo isso para gerar relevância.

Algumas das novidades apresentadas no evento incluem as lojas omni, com áreas para retirada de compras online e de retorno; inteligência artificial como serviço, como a ferramenta de previsão de demanda da Amazon e o motor de busca por imagem do Google. Sobre a visão computacional, existem autonomous checkout (o pagamento realizado automaticamente) e shelf scanners (o escaneamento das prateleiras que distingue espaços vazios, preços errados, itens fora do lugar).

Guga Schifino na Pós NRF Brasil Varejo

 

Transformação Digital

Ainda pensando nas tendências tecnológicas, fizemos algumas perguntas ao nosso speaker Guga Schifino sobre a transformação digital. Confira!

Uma pequena empresa pode se permitir a transformação digital?

Pode! Mais do que pode: deve. Transformação digital é muito mais simples do que o pessoal imagina em geral. Transformação digital a gente tá falando em pensar diferente, em usar alguma ferramenta digital pra alavancar a experiência com o cliente ou pra alavancar vendas. Então, pode ser uma empresa super pequena, pode ser o pipoqueiro.

O que esse pipoqueiro precisa ter, no mínimo, para poder fazer esse passo?

Primeira coisa é a vontade e ser amigo do digital. Às vezes, as pessoas que não estão tão próximas do digital, olham como um mundo estranho, inóspito, um mundo que não é o seu… E é o contrário, é o mundo de todos nós. Nós podemos não ter nascido, podemos não ser nativos digitais, mas todos vivemos em um mundo digital – os que não são nativos, são imigrantes. O que ele precisa: se ele está usando uma ferramenta de TikTok, o Insta, o Facebook, Linkedin… Se está usando qualquer ferramenta pra promover o business dele, se ele está usando o saquinho da pipoca que tem um QR code e que a pessoa de casa possa dizer que tem interesse em chamá-lo pra uma festinha de criança, ele já fez transformação digital. Então a transformação digital é acessível para todos.

 

A transformação digital é um assunto amplo, mas a mensagem que fica é que a tecnologia deve ser uma aliada no mundo dos negócios – e o Guga pode ajudar a sua empresa nessa missão.
Se quiser saber mais sobre o conteúdo que ele aborda, clique aqui e confira em nosso site.

 

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