Por Marçal Siqueira

Desde muito menino, sempre fui tomado por um desejo grande de ser alguém, de dar resultados, de fazer a diferença. Mas confesso: não sabia bem porque fazia isso – simplesmente fazia. Até acredito que isso vinha muito do modelo da minha mãe, que sempre foi muito exigente comigo e com meus irmãos.

Imagino que como sempre quis dar o meu melhor e alcançar a alta performance na vida pessoal e no trabalho, comecei a fazer uma série de coisas ao mesmo tempo, me tornando um multitarefas. Para aquele momento parecia algo bem legal e de volume de atividades. Me dava a sensação de um ser completo e que agia rápido em tudo. Dizer não para alguma coisa não fazia parte dos meus planos, era sim para tudo e para todos.

Com o passar do tempo isso foi mudando. Prioridades aumentando, exigências internas e externas, algumas coisas ficando para trás, esquecimentos… Enfim, lá se foi a tal da “alta performance” para o ralo. O que antes parecia ser produtivo, passou a ser uma dor. Muitas coisas ao mesmo tempo e nada de grandes resultados. Para mim, chegava o fim da era de prioridades e entrava a de prioridade (sem s).

Prioridade (e não prioridades) significa hiperfoco, e não multitarefas. Passei a focar no que realmente me trazia resultado. O que isso quer dizer? Cada vez que eu estava fazendo algo, parava e me perguntava: “Isso que estou fazendo me aproxima ou me afasta da meta?” Por muitas vezes, de fato me afastava. E então o que mudou? Lócus de controle interno, que na prática significa: eu sou o único responsável pela gestão do meu tempo e, por consequência, dos meus resultados.

Quem define o caminho que quer percorrer é quem assume o comando. Minha esposa diz: quem convida para o banquete, escolhe o lugar, o cardápio e paga a conta. Na vida real é exatamente assim, você deve escolher entre prioridades (com s) ou prioridade (sem s).

Como mudar de prioridades para prioridade?

Para ajudar nessa mudança, o que eu sugiro é criar uma agenda de performance e resultados, onde todos os dias você tenha mapeado as seguintes questões:

  1. O que é mais importante hoje?
  2. O que evitar para não perder o foco na prioridade? (Pelo menos 3 coisas que roubam o seu tempo e que você tem de deixar de fazer).
  3. Checar ao final do dia o que realmente você fez e que de fato o aproximou da meta desejada.

Aplicativos de lista de tarefas como To Do são bem-vindos, mas atente-se: se você não for digital, vale a tradicional agenda de papel ou até mesmo os quadros que você possa colar lembretes para definir o que realmente é prioridade. No mínimo, comece e descubra o seu modelo.

Então, qual é a sua prioridade? Quem segue o fluxo se perde no meio dele. Por outro lado, quem estabelece um plano sabe bem o que é prioridade e diz sem medo a palavra não, pois pode ser que o não de agora seja o sim para primeira mudança que você precisa fazer – a de saber que nem tudo importa igualmente! Rumo à prioridade? Que tal?

Marçal Siqueira é leader mentor e speaker exclusivo da Insperiência. Para levar esse conteúdo sobre gestão de tempo e hiperfoco para os colaboradores da sua empresa, solicite uma cotação aqui

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