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O Ambiente da sua Empresa está Matando a Criatividade

“Um profissional criativo e um projeto inovador na minha mesa até o fim do dia, por favor!” Uma frase que parece um tanto quanto descabida, mas vivendo em um mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) o timing de execução dos projetos estão cada vez menores, e as demandas por soluções cada vez mais inovadoras e criativas estão cada vez mais rápidas e dinâmicas.

Diante dessa verdadeira pressão criativa, alguns profissionais estão insatisfeitos com o trabalho que veem fazendo e com o resultado que estão entregando. No meio dessa busca para descobrir o que está matando a criatividade, às vezes o grande vilão é o ambiente da empresa.

Cenário da criatividade

Há dois meses, a Insperiência realizou uma pesquisa para saber o quanto o as empresas têm demandado de criatividade, e o quanto as pessoas acham que o ambiente de trabalho influencia na rotina criativa. No total, foram 121 respostas, e dessas apenas 5% não se consideram profissionais criativos, e mais da metade (59,5%) afirmaram que as empresas pedem para que sejam criativos ou tragam soluções criativas.

Mesmo com mais da metade das pessoas pesquisadas sendo demandadas por criatividade, apenas 25,6% afirmaram que as empresas incentivam a criatividade e só 19% inspiram as pessoas a serem criativas.

Liberdade e confiança no ambiente de trabalho

Ainda na pesquisa, quando questionamos as pessoas sobre o que elas achavam que deveria mudar nas empresas para criar um ambiente criativo, algumas respostas chamaram a nossa atenção:

“Deixar os profissionais exercerem sua função sem ficar determinando tudo o tempo todo sem dar autonomia.”
“Dar a devida liberdade pra a efetividade das ações.”
Dar autonomia para seus líderes.”
Dar liberdade para criação.”
Dar autonomia e não matar ideias.”
Entre outras…

Em seguida, perguntamos se as empresas dos pesquisados davam liberdade para elas, e menos da metade (só 47,9%) responderam que sim. Entretanto, um pouco mais de 60% afirmou que a empresa confia no trabalho que exercem.

Criatividade X Liberdade

A criatividade vem da liberdade e da ação de propor novas soluções para algum problema de formas que ainda não foram exploradas. Se um gestor deseja que sua equipe seja criativa, ele tem que dar espaço e liberdade para que o time teste suas ideias e explore repertórios. Dessa forma, alguns métodos de gestão como o micro-gerenciamento, o planejamento minucioso de cada minuto do seu dia, pode ser um veneno para a mente criativa.

Ainda relacionada à liberdade, outra mentalidade que acaba prejudicando a criatividade no trabalho é a cultura de não se arriscar e condenar o erro. Se apegar aos modelos antigos pode até evitar que erros aconteçam, mas se os funcionários sempre permanecerem limitados no trabalho, então a criatividade estará sendo restringida.

Como criar um ambiente que incentiva e estimula a criatividade

Quem fala sobre isso é o empreendedor do meio digital e esportivo, André Barros. André é um dos criadores do Desimpedidos, maior canal de futebol do Youtube no mundo, e é consultor para diversos clientes na área estratégica e direcionamento de negócios, além de ser palestrante exclusivo da Insperiência.

Na visão de André, para criar um ambiente criativo, liberdade e confiança são ingredientes essenciais. “A confiança influi diretamente na liberdade para criar um ambiente inovador. A partir do momento em que as pessoas têm responsabilidade e se sentem responsabilizadas, elas tendem a ter mais atenção e mais carinho com o que está sendo feito”.

Qual o papel da liderança?

Além disso, André aponta a importância do papel do líder para a criação de uma relação de liberdade e confiança: “Acho que ao transmitir confiança para os funcionários, para os parceiros de trabalho, ela ajuda muito a poder co-criar e desenvolver novas situações. O pior que pode acontecer para a sua empresa, é uma pessoa se sentir limitada ou bloqueada no desenvolvimento de qualquer tipo de função. Temos no Desimpedidos um ambiente que é muito propício a criação. As pessoas são divididas em áreas com responsáveis por entregas, e não por área de trabalho ou qualquer outra coisa. Eu não me preocupo se a pessoa vem das 8h às 23h, ou se ela vem das 11h às 17h, o importante é que ela entregue o que foi designado para ela. Com isso você valoriza o profissional e a entrega do cara, e confia no que ele está te entregando, aí é só uma questão de direcionamento para ajustar as entregas às demandas dos clientes”.

Gostou das dicas? Deixe um comentário e entre no nosso site para saber mais sobre André e suas palestras e treinamentos.

 

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